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Enquanto milhões de visitantes se encantam com a magia das baleias francas no litoral catarinense, uma ameaça invisível paira sobre um dos patrimônios naturais mais importantes do Brasil. A APA (Área de Proteção Ambiental) da Baleia Franca, localizada em Santa Catarina, é a unidade de conservação mais visitada do país, recebendo mais de nove milhões de pessoas apenas em 2025, segundo dados do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).
Mas esse cenário idílico pode estar com os dias contados. Na Câmara dos Deputados, em Brasília, tramita um projeto de lei que coloca em xeque a existência dessa área protegida. A autoria é da deputada Geovania de Sá (Republicanos-SC), e a proposta representa um risco concreto para o berçário natural dessa espécie ameaçada de extinção.
A APA da Baleia Franca não é apenas um cartão-postal turístico. É um berço biológico fundamental, onde essas majestosas criaturas se reproduzem e criam seus filhotes durante a migração anual. A região oferece condições climáticas e oceanográficas específicas que permitem o desenvolvimento seguro dos cetáceos, tornando-a insubstituível para a preservação da espécie.
O projeto ameaça comprometer não apenas a conservação ambiental, mas também o turismo responsável que movimenta a economia local e gera empregos para comunidades de pescadores e prestadores de serviço na região. Nove milhões de visitantes anuais representam uma fonte expressiva de renda que depende justamente da manutenção desse ecossistema preservado.
Conservacionistas e ambientalistas já se mobilizam para impedir que a votação avance. A discussão levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental – um debate que transcende as pautas políticas e atinge a responsabilidade com as gerações futuras.
Fonte: Folha Esporte
