Foto: Walter Medina Foto / Pexels
A Argentina segue provando que jogo não termina enquanto o árbitro não apita. Após sair atrás no placar diante da Inglaterra na semifinal do Mundial, a equipe de Scaloni executou uma volta espetacular e venceu por 2 a 1 nesta quarta-feira (15), garantindo sua passagem para a grande final contra a Espanha com moral em alta.
O que chama atenção não é apenas a capacidade de reação da atual campeã mundial, mas a consistência com que a Albiceleste tem se aproveitado dos instantes finais das partidas. Segundo dados especializados, os argentinos já marcaram três gols nos acréscimos do segundo tempo ao longo desta Copa do Mundo, distanciando-se de concorrentes como França, Brasil, Bélgica e Marrocos no ranking das viradas.
O desempenho defensivo nos últimos minutos, somado ao arsenal ofensivo explosivo, transformou a Argentina numa seleção praticamente imbatível quando o placar fica apertado. Essa característica não é coincidência: é resultado de um trabalho tático apurado e de mentalidade de campeão que Scaloni conseguiu incutir no elenco.
Do lado inglês, o resultado amargo ganhou proporções ainda maiores. A Inglaterra se torna, neste século, a seleção que mais sofreu viradas em disputas de semifinal. Além do revés desta quarta, os Three Lions também sofreram uma eliminação devastadora em 2018, quando caíram para a Croácia em circunstâncias semelhantes.
Com a Espanha aguardando na decisão, a Argentina chega como grande favorita. Além do favoritismo técnico, os gaúchos levam consigo uma confiança psicológica que ultrapassa números e estatísticas. Quando você consegue virar um jogo nos momentos mais críticos, a pressão que deveria atormentar seu adversário acaba recaindo sobre quem está na frente do placar.
A final será um confronto entre experiência e desespero: Argentina buscando seu tricampeonato, Espanha tentando surpreender uma máquina bem oleada. O sufoco de Wembley pode ter sido apenas aquecimento.
Fonte: Bolavip Brasil
