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A Inglaterra tinha tudo nas mãos. Aos 10 minutos do segundo tempo na semifinal da Copa do Mundo de 2026, Thomas Tuchel via sua seleção classificada para a final. Minutos depois, tudo desabou. A Argentina virou o placar e venceu por 2 a 1, eliminando os Três Leões de forma acachapante.
O que chamou atenção não foi apenas o resultado, mas a forma como o técnico alemão conduziu a equipe no momento crucial. Tuchel, que havia justificado todas as suas decisões polêmicas na convocação argumentando que levaria a Inglaterra à decisão máxima da Copa, fez um 180 graus tático na semifinal.
Encharcado de defensores, o time inglês abdicou do controle da bola. Aquele Tuchel que sempre pregava a importância da posse de bola, que a valorizava como ferramenta essencial, simplesmente a jogou fora quando mais precisava dela. Foi uma traição clara à própria filosofia.
A semelhança com o Brasil de Carlo Ancelotti é perturbadora. Na eliminação para a Noruega nas oitavas, o técnico italiano também optou por abrir mão da posse, acreditando em uma postura mais reativa. O resultado foi igualmente desastroso.
Tuchel retorna para casa cercado de críticas contundentes. Aquelas convocações polêmicas que foram vendidas como estratégia certeira para chegar à final agora pesam como uma lápide sobre sua gestão. Os torcedores ingleses, acostumados com promessas de glória, veem o técnico sair pela porta dos fundos.
A lição fica clara: em futebol de alto nível, abandonar sua própria identidade nos momentos decisivos é receita certa para o fracasso. Tuchel tinha a solução à mão e optou por jogar a chave fora.
Fonte: Trivela
