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A Inglaterra voltou a sofrer uma derrota dolorosa em mata-mata de Copa do Mundo. Desta vez, a vítima foi a Argentina, que venceu os Three Lions por 2 a 1 nesta quarta-feira (15), eliminando o time de Thomas Tuchel da competição e impedindo que chegasse a uma segunda final.
O resultado marca um capítulo frustrante na história recente da seleção inglesa: pela sétima vez consecutiva desde 1998, a Inglaterra é eliminada de uma Copa quando enfrenta uma nação ranqueada entre as dez primeiras do mundo. Um retrospecto alarmante para uma potência global do futebol que não consegue passar por rivais de elite.
A partida seguiu um roteiro angustiante. Os ingleses começaram bem, com Anthony Gordon abrindo o placar aos 55 minutos e parecendo traçar o caminho para o avanço. Mas, como em tantas ocasiões anteriores, a seleção recuou taticamente após sair na frente e isso custou caro. A Argentina aproveitou o recuo defensivo inglês para dominar o jogo e virar o resultado, selando a classificação para as fases finais.
O cenário repetido desde 2018 mostra um padrão preocupante: quando Thomas Tuchel — e antes dele, Gareth Southgate — veem sua equipe na frente do placar, a tendência é se fechar demais, perdendo a iniciativa do jogo. Rivais de topo aproveitam essa passividade para encontrar espaços e criar oportunidades.
Vale destacar que a Argentina foi o primeiro adversário de elite que a Inglaterra enfrentou no mata-mata desta Copa. A Noruega, eliminada nas quartas, ocupava apenas a 31ª posição do ranking Fifa — longe de representar o tipo de desafio que os Three Lions precisam vencer para chegar ao final.
O fracasso revela que, apesar dos investimentos e do talento individual, a seleção inglesa ainda não conseguiu resolver seus problemas contra as grandes potências em decisões. Uma lição cara para pensar no futuro.
Fonte: Trivela
