Foto: Enzo Ariel Castillo / Pexels
A capital argentina viveu uma noite inesquecível na quinta-feira. Quando Lautaro Martínez estufou a rede nos acréscimos para virar o placar de 2 a 1 contra a Inglaterra, Buenos Aires transformou-se em um caldeirão de emoção e alegria. Centenas de milhares de torcedores tomaram as ruas em celebração.
O cenário era de pura festa: bandeiras da Argentina tremulando ao vento, gritos de gol ecoando pelas avenidas e o barulho incessante de buzinas enchendo o ar. A multidão não pensou duas vezes e se dirigiu direto para o Obelisco, o tradicional ponto de encontro para as grandes celebrações de Buenos Aires. Ali, no coração da cidade, a torcida argentina pulava e cantava em uníssono: “Quem não pula é inglês!”
A vitória na semifinal carrega um peso histórico que vai muito além do futebol. A rivalidade entre Argentina e Inglaterra não é apenas desportiva – está enraizada na história do continente. A Guerra das Malvinas, em 1982, deixou cicatrizes que nunca cicatrizaram completamente. E como não lembrar de Diego Maradona em 1986, eliminando os ingleses nas quartas de final do México com aqueles dois gols imortais?
Agora, em 2026, a seleção argentina conseguiu o que era praticamente impensável poucos anos atrás: alcançar a final de uma Copa do Mundo jogando em um período de grande incerteza. Essa semifinal contra a Inglaterra representou muito mais que uma simples classificação. Foi revanche, foi justiça poética, foi história se repetindo de forma gloriosa.
A Argentina segue viva no torneio e sonha alto. Os torcedores nas ruas de Buenos Aires já visualizam o tri-campeonato mundial. Enquanto isso, a festa continua, porque momentos como estes não têm preço para quem ama futebol e ama sua seleção.
Fonte: Gazeta Esportiva
