Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Argentina está vivendo um verdadeiro calvário no mata-mata da Copa do Mundo. A seleção campeã mundial tem sofrido demais para avançar nas fases decisivas, e os sinais de alerta já acenderam há tempos.
Na trajetória até aqui, o time de Scaloni precisou de 120 minutos de pura angústia para derrotar Cabo Verde por 3 a 2. Depois veio o Egito, quando a Argentina viu o placar ficar desfavorável em 2 a 0, conseguindo apenas uma improvável virada nos momentos finais. E na última batalha, foi a vez da Suíça proporcionar mais um susto, forçando a prorrogação para que os argentinos enfim triunfassem.
O problema é gritante: três adversários que estavam longe de serem favoritos ao título deixaram a vida da campeã mundial extremamente complicada. Isso não é coincidência, é aviso.
A semifinal desta quarta-feira (15) contra a Inglaterra marca um ponto de inflexão. Pela primeira vez no mata-mata, a Argentina enfrentará uma equipe de real peso no futebol mundial—uma seleção que já conquistou a Copa e chega como candidata genuína ao título. A diferença será abismal.
Os ingleses apresentam um futebol agressivo e estruturado, potencializado por dois espetáculos em campo: Jude Bellingham e Harry Kane, dois dos maiores nomes da competição. O English Team tem ritmo, intensidade e qualidade técnica para explorar qualquer fragilidade defensiva.
É justamente aí que reside o dilema argentino. Vindo de uma sequência de apresentações inconsistentes e sufocantes, a Argentina não pode chegar a Wembley—ou onde seja a semifinal—com os mesmos problemas estruturais. Ajustes são urgentes.
Scaloni e sua comissão técnica têm pouco tempo para corrigir o que a Suíça sinalizou: a defesa continua vulnerável, a construção de jogo precisa de mais fluidez e o time não pode depender exclusivamente de bravura nos momentos finais. Contra a Inglaterra, improviso não funciona.
Fonte: Trivela
