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A seleção francesa já tem seus alvos bem mapeados para o confronto contra a Espanha pelas semifinais da Copa do Mundo. E, diferentemente do que se possa imaginar, o foco defensivo francês vai muito além do jovem prodígio Lamine Yamal.
Durante o último treino realizado em Dallas, na SMU (South Methodist University), Jules Koundé e Adrien Rabiot deixaram claro que a estratégia dos Bleus envolve um plano tático muito mais amplo. Apesar de Yamal ter sido o nome mais citado pelos jornalistas nas coletivas de segunda-feira (13), os defensores franceses enfatizaram que conter o jogo de posse de bola espanhol é uma responsabilidade coletiva.
“Yamal é um jogador excepcional, mas temos que entender que a Espanha não funciona apenas por causa dele”, sinalizou implicitamente a abordagem dos veteranos franceses. O desafio europeu vai exigir que toda a equipe trabalhe em sintonia para desarticular o esquema tiki-taka que tornou a seleção espanhola uma potência mundial.
A Espanha chega à semifinal com seu futebol característico: muitos passes, movimento constante e criação de espaços através da posse. Yamal, é verdade, é uma das principais armas ofensivas, mas jogadores como Pedri, Gavi e Nico Williams também são peças fundamentais nesse quebra-cabeça tático.
Koundé e Rabiot, experientes defensores, sabem que a chave para frear os espanhóis está na pressão organizada, na recuperação rápida de bola e na transição eficiente. Não se trata apenas de marcar Yamal, mas de não permitir que a Espanha construa seu jogo fluido e criativo.
A França, favorita na competição, reconhece a qualidade do adversário e se prepara de forma inteligente. Sem subestimar ninguém, mas focando em um plano B: conter não apenas uma estrela em ascensão, mas um sistema de jogo inteiro que conquistou gerações de títulos.
Fonte: Folha Esporte
