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A Fifa está de olho no futuro e pensa grande. Após a conclusão da Copa do Mundo de 2026, que já contará com 48 seleções disputando o título — um salto em relação aos tradicionais 32 times —, a entidade pretende avaliar em detalhes a possibilidade de expandir ainda mais o maior torneio do futebol mundial. A próxima grande discussão envolve nada menos que 64 seleções competindo pelo troféu.
O presidente Gianni Infantino é o grande entusiasta dessa revolução. Para ele, a Copa do Mundo precisa ser, de fato, “para o mundo todo”, uma declaração que resume a filosofia expansionista da atual administração da Fifa. A ideia é dar oportunidade a mais nações de participarem da festa maior do futebol, rompendo com o modelo tradicional que, por décadas, deixou fora muitas seleções.
Essa estratégia reflete uma mudança significativa na visão da entidade internacional. Historicamente, a Copa do Mundo foi um evento restrito, onde apenas as melhores ou mais tradicionais seleções conquistavam seu lugar. Agora, a tendência é inclusão — mais países, mais oportunidades, mais visibilidade para o futebol global.
Claro, a expansão traz desafios formidáveis. Com 64 seleções, a estrutura do torneio precisaria ser completamente reformulada. As fases de grupos, o número de jogos, a duração da competição — tudo exigiria ajustes delicados para manter o equilíbrio competitivo e a qualidade técnica do espetáculo.
Para seleções como a brasileira, essa abertura pode representar uma oportunidade de fortalecer o esporte em confederações menores e em regiões com menos tradição no futebol. Ao mesmo tempo, levanta questões importantes sobre o impacto financeiro, logístico e até esportivo de um torneio dessa magnitude.
A decisão final sobre levar adiante essa ambiciosa expansão virá somente após a análise detalhada dos resultados de 2026. Mas uma coisa é certa: a Fifa quer transformar a Copa do Mundo em uma verdadeira festa global, onde mais vozes ecoem nos estádios do planeta.
Fonte: Folha Esporte
