Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Quinze anos se passaram desde aquele fatídico dia em que o River Plate caiu para a Segunda Divisão da Argentina, um dos maiores traumas da história do futebol sul-americano. Mas, para a instituição de Núñez, o efeito dessa queda ainda ressoa como um espectro que não consegue ser completamente exorcizado.
A cena que marcou o colapso foi memorável: o Monumental em convulsão, as ruas do entorno do estádio tomadas pelo caos e desespero. Jornalistas da Rádio Mitre, entre outros, presenciaram e transmitiram o momento de agonia que ficaria para a história como um dos episódios mais traumáticos do clube fundado em 1901.
Apesar de o River ter retornado à elite do futebol argentino e conquistado títulos importantes desde então, a ferida daquele rebaixamento permanece aberta na memória coletiva da torcida. É como se houvesse uma marca invisível que acompanha cada decisão da diretoria, cada campanha do time e cada promessa de reconstrução.
O clube continua lutando para sepultar definitivamente aquele capítulo sombrio. As investidas na contratação de reforços, as reestruturações administrativas e as campanhas em competições continentais são tentativas de reescrever a narrativa e restaurar a autoestima de uma instituição que se vê como grande, mas que carrega o peso de ter tocado o fundo.
A pergunta que ecoa nos corredores do Monumental é simples: quando, de fato, o River conseguirá se libertar dessa sombra? Títulos ajudam, vitórias importante também, mas parece que apenas o tempo e novas conquistas de magnitude considerável serão capazes de apagar completamente a mancha deixada por aquele dia que ninguém quer lembrar, mas ninguém consegue esquecer.
Fonte: Folha Esporte
