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A Noruega saiu de campo com uma lição de tática que o Brasil deveria ter aprendido melhor. Depois de eliminar a seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo com Erling Haaland em grande forma, os nórdicos encontraram uma barreira muito mais eficiente na Inglaterra.
Na quartadecisão contra os Three Lions, disputada neste sábado (11), Haaland simplesmente desapareceu do jogo. Enquanto marcou duas vezes em apenas quatro finalizações contra o Brasil, o camisa 9 não conseguiu deixar sua marca na derrota por 2 a 1 após prorrogação que encerrou o melhor campeonato da história norueguesa.
A diferença está em como cada seleção abordou o problema. Carlo Ancelotti optou por uma estratégia claramente defensiva: manter menos posse de bola para limitar os espaços em que Haaland pudesse correr e explorar sua velocidade devastadora. Era o clássico jogo reativo, esperando um erro do adversário.
A Inglaterra, porém, demonstrou que é possível parar um atacante de elite sem perder a identidade ofensiva. Os ingleses conseguiram conter Haaland de forma equilibrada, mantendo seu próprio jogo vivo e perigoso. Pressionavam alto, ocupavam bem os espaços e não deixavam o norueguês ter aqueles segundos preciosos que ele precisa para disparar em velocidade.
A lição para o Brasil é cruel: recuar demais pode ser tão ineficaz quanto arrogante. Existe um meio termo entre a confiança cega e o medo paralisante. A Seleção tentou se adaptar ao Haaland, mas apenas reforçou sua vulnerabilidade. A Inglaterra mostrou que conhecimento tático, execução bem ensaiada e equilíbrio entre defesa e ataque são a verdadeira receita.
Enquanto Haaland se despede do torneio, fica o registro: nem sempre o jeito mais conservador é o mais inteligente.
Fonte: Trivela
