Foto: Juliano Ferreira / Pexels
O futebol nunca foi apenas um esporte. Desde que a bola começou a rodar nos gramados, políticos e oportunistas descobriram que nada une — ou divide — mais que o jogo bonito. Recentemente, vimos na Europa como extremistas tentam sequestrar a paixão dos torcedores para promover suas agendas odiosas.
Um político britânico da extrema-direita, conhecido por suas promessas vazias e desinformação deliberada, agora tenta usar o futebol como ferramenta de manipulação. Cria uniformes com slogans nacionalistas, apela para sentimentos de exclusão entre a classe trabalhadora branca, e culpa imigrantes pelos males do país. Tudo enquanto ignora que a melhor liga do mundo existe justamente pela diversidade de talentos que abraça.
Essa tática é alarmante porque funciona. O esporte toca o coração das pessoas de forma que políticos raramente conseguem. Quando alguém consegue conectar o futebol com identidade, pertencimento e nostalgia, cria uma arma poderosa.
A pergunta que fica para o Brasil é: como recuperamos o orgulho pela nossa Seleção sem cair nessas armadilhas? Como resgatamos a alegria de torcer sem deixar que extremistas transformem nossa paixão em instrumento de ódio?
A resposta está em lembrar por que realmente amamos futebol. Não é sobre pureza racial ou nacionalismo tóxico. É sobre o talento, a criatividade, a coragem de cinco jogadores em campo tentando fazer magia com os pés. É sobre a emoção compartilhada nas ruas, nos bares, nas casas de torcedores comuns.
A Seleção precisa voltar a representar o melhor do Brasil: nossa diversidade, nossa criatividade, nossa capacidade de encontrar alegria mesmo diante de adversidades. Quando isso acontecer, nenhum político oportunista conseguirá sequestrar nosso futebol para promover divisão.
Fonte: Folha Esporte
