Foto: Allan Carvalho / Pexels
Poucos acreditavam na Bélgica quando a Copa do Mundo começou. A seleção belga entrou em Qatar com expectativas no chão, confirmadas por uma fase de grupos desastrosa que deixava os torcedores desesperados. Mas na reta final da competição, a equipe de Rudi Garcia protagonizou uma verdadeira ressurreição.
O ponto de virada aconteceu justamente quando tudo parecia perdido. Nos dezesseis avos contra Senegal, a Bélgica perdia por 2 a 0 já no segundo tempo e parecia enterrada. Porém, a determinação surgiu e a equipe não apenas conseguiu a virada, como prosseguiu na competição com garra renovada.
A transformação ficou evidente nas quartas de final, quando os belgas enfrentaram a Espanha, uma das favoritas ao título. Mesmo saindo atrás no marcador, a seleção europeia buscou o empate com inteligência tática. A defesa funcionou, os ataques incomodaram, e por duas vezes a Bélgica quase conseguiu a virada na etapa final. Não fosse a falha de Senne Lammens na reta final – principalmente pela ausência de Thibaut Courtois no gol – o resultado poderia ter sido completamente diferente.
A eliminação dói, evidentemente. Para a torcida belga, o gosto amargo é potencializado pelo sentimento de que era possível vencer. Mas há um lado positivo nessa história: os últimos jogos mostraram que a Bélgica ainda tem combustível no tanque, apesar do desgaste de sua geração de ouro.
A grande questão que paira sobre Bruxelas é o que vem pela frente. Com veteranos ainda em campo, a Real Associação Belga de Futebol terá de decidir entre reconstruir com nomes que conhecem o caminho ou abrir espaço para novos talentos. A ressurreição em Qatar foi bonita, mas temporária. O verdadeiro desafio começa agora, na reconstrução de uma seleção que teimosamente recusa-se a desistir.
Fonte: Trivela
