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A Bélgica disse adeus à Copa do Mundo após uma derrota amarga para a Espanha, e o vilão da história tem nome e sobrenome: Senne Lammens. O goleiro cometeu um erro decisivo que selou o destino dos belgas na competição, levantando uma questão incômoda que assombra Bruxelas: será que esta é realmente a despedida da geração dourada?
Durante anos, a seleção belga foi sinônimo de qualidade técnica, com craques como De Bruyne, Hazard e Lukaku formando um elenco invejável. Aqueles jogadores que conquistaram o terceiro lugar em 2018 e prometiam muito mais agora enfrentam a realidade cruel: o tempo passou, a idade avançou e as oportunidades se esgotam.
O erro de Lammens não foi apenas um lance isolado de um jogo. Ele representou simbolicamente o quanto as coisas mudaram para os belgas. Uma geração que entrou em campo com pretensões de conquistar a Copa do Mundo agora se vê eliminada de forma tão ingrata, por um deslize individual de um goleiro que precisava estar impecável.
A Bélgica construiu sua força nas últimas décadas em cima de talentos individuais brilhantes. Mas o futebol evoluiu, as equipes ficaram mais coletivas e organizadas, e a seleção belga não acompanhou essa transformação. Enquanto isso, jogadores como De Bruyne envelhecem e saem do auge de suas carreiras.
A pergunta que ecoa por toda a Bélgica é inevitável: essa geração conseguirá aproveitar mais uma chance, ou esta é realmente a despedida? Com a Copa do Mundo fora do alcance e o futuro incerto, talvez seja hora de aceitar que o ciclo dourado belga chegou ao fim, vítima tanto das reviravoltas do futebol quanto dos próprios erros no caminho.
Fonte: BBC Sport Football
