Foto: Ron Lach / Pexels
Com 51 anos e um currículo invejável no esporte paralímpico, Adria Santos provou que sua maior vitória vai muito além das medalhas conquistadas ao longo de uma carreira brilhante. A maior medalhista paralímpica do Brasil trocou os holofotes das competições internacionais pela labuta diária de dirigir um instituto que acolhe e transforma a vida de crianças em Santa Catarina.
A trajetória de Adria é marcada por superações constantes. Uma delas foi o momento em que sua categoria de competição — na qual enfrentava atletas com baixa visão severa (T12) — foi modificada para T11, abrigando apenas cegos. Uma mudança que poderia desestabilizar qualquer competidor, mas que Adria absorveu com a mesma resiliência que a caracteriza fora das pistas.
Hoje, sua dedicação se estende a quem mais precisa. À frente do instituto em solo catarinense, Santos trabalha incansavelmente para oferecer suporte, inclusão e esperança a crianças que enfrentam desafios similares aos que ela venceu durante sua carreira no esporte de alto rendimento. A instituição funciona como um espaço onde histórias de superação ganham novo capítulo a cada dia.
Esse deslocamento do foco — das competições para a formação de novos cidadãos — reflete uma tendência cada vez mais comum entre grandes atletas paralímpicos brasileiros. Conscientes do impacto de suas trajetórias, muitos transformam sua experiência em ferramenta de mudança social.
A história de Adria Santos é um lembrete poderoso: as maiores conquistas nem sempre estão nas medalhas. Às vezes, elas estão nos olhos de uma criança que descobre, através de exemplos como o dela, que a deficiência não é sinônimo de limitação, mas de possibilidade.
Fonte: Folha Esporte
