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A gestão de Julio Casares no São Paulo continua gerando polêmica. Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público afirmaram que o ex-presidente do clube realizava saques regulares em espécie, movimentando aproximadamente R$ 100 mil por mês em envelopes e sacolas — um procedimento que se repetia com frequência durante sua administração.
As revelações ganharam força com os depoimentos prestados por duas pessoas que trabalhavam próximas ao ex-dirigente tricolor. Elas detalham uma prática que levanta questionamentos sobre como os recursos do clube eram gerenciados e movimentados. A Força-Tarefa que investiga possíveis irregularidades da gestão Casares (janeiro de 2021 a janeiro de 2026) agora tem informações concretas sobre esses saques.
Diante das acusações, Casares apresentou sua defesa. Em nota enviada à imprensa, o ex-presidente argumentou que todas as movimentações estão “regularmente acauteladas na Contadoria do Clube”. Segundo sua versão, os saques em dinheiro vivo correspondem a despesas relacionadas a pelo menos 172 jogos do São Paulo em diferentes competições.
A justificativa levanta uma questão fundamental: será que operações financeiras dessa magnitude, realizadas em dinheiro vivo e mensalmente, representam procedimento comum em um clube do tamanho do Tricolor? Especialistas em gestão de futebol costumam questionar esse tipo de movimentação, que dificulta rastreamento e auditoria.
O caso se intensifica enquanto o São Paulo tenta se recuperar dentro de campo. Com a investigação avançando, a instituição busca respostas sobre como seus recursos foram utilizados e se houve desvios durante esse período turbulento na administração.
Os próximos passos da Força-Tarefa devem revelar mais detalhes sobre as operações financeiras questionadas e, possivelmente, trazer maior clareza sobre as acusações contra Casares.
Fonte: Bolavip Brasil
