Foto: Davide Gargiulo / Pexels
A Copa do Mundo na América do Norte está revelando um cenário que poucos esperavam: seis das oito seleções que avançaram para as quartas de final são europeias. Um resultado que levanta questionamentos sobre o verdadeiro poder do futebol europeu e o que a história nos diz sobre as chances de uma delas levantar o troféu.
Esse domínio continental não é exatamente uma surpresa para quem acompanha o futebol internacional de perto. A Europa sempre foi berço de tradição, estrutura organizacional e qualidade técnica. Países como França, Alemanha, Itália e Inglaterra possuem ligas domésticas fortíssimas, sistemas de desenvolvimento de talentos consolidados e experiência acumulada em competições mundiais.
O que chama atenção, porém, é a quantidade esmagadora. Seis representantes europeus numa competição que deveria ser mais democrática e globalizante. Isso reflete mudanças profundas no futebol: o investimento massivo em infraestrutura, a profissionalização cada vez mais rigorosa e o domínio financeiro dos clubes do continente.
Historicamente, a Europa tem demonstrado capacidade de converter sua força em títulos. Das últimas edições da Copa do Mundo, européias conquistaram a maioria dos troféus, especialmente após 2010. Essa tendência sugere que estamos diante de um padrão estabelecido, não apenas de uma anomalia pontual.
Mas há nuances importantes. O contexto da competição na América do Norte, fatores climáticos, calendário internacional e até o sorteio dos grupos influenciam significativamente. Além disso, algumas seleções tradicionais não-europeias enfrentam crises institucionais ou dificuldades de organização que as prejudicam momentaneamente.
A verdade é que o futebol europeu construiu uma máquina bem azeitada. Seus times conhecem ritmo de jogo, mentalidade competitiva e têm elencos recheados de craques atuando em campeonatos de alto nível constantemente. Isso, combinado com experiência gerencial e tática refinada, cria um cenário favorável para eles.
O grande teste chegará nas quartas de final. Será que essa superioridade europeia se confirma até o fim, ou ainda há espaço para uma surpresa na reta final?
Fonte: BBC Sport Football
