Foto: Rushi Patel / Pexels
A Colômbia deixa a Copa do Mundo de 2026 com o gostinho amargo da eliminação nas oitavas de final. A derrota nos pênaltis para a Suíça, por 4 a 3, em Vancouver, após empate sem gols no tempo regulamentar e prorrogação, marcou o fim da jornada colombiana no torneio. Mas quem explica o baque? O próprio técnico.
Néstor Lorenzo, técnico argentino da seleção cafetera, foi direto ao ponto na entrevista coletiva pós-jogo: a culpa é da “falta de gols”. O treinador de 60 anos reconheceu que a dificuldade de converter chances em gols foi um problema recorrente durante a competição.
“A questão de marcar gols tem sido recorrente para nós em certos momentos. Me lembro das partidas que antecederam a última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, contra Bolívia e Venezuela, nas quais também tivemos dificuldade para marcar. Criamos chances, mas não as convertemos”, desabafou Lorenzo.
A análise do treinador revela um padrão preocupante: não é questão de oportunidades. A Colômbia as criou. O problema está na efetividade ofensiva, na capacidade de transformar posse de bola e jogadas bem construídas em gols. Uma deficiência que custou caro diante de um adversário tão competente quanto os suíços.
Apesar da eliminação, Lorenzo tentou extrair pontos positivos do desempenho geral da equipe no torneio. A seleção colombiana manteve uma organização defensiva sólida e criou oportunidades consistentes, mas esbarrou justamente na finalização — o lado mais importante do futebol.
Para a Colômbia, fica a lição: em Copas do Mundo, criar não é suficiente. É preciso finalizar. A eficiência ofensiva será crucial para futuras campanhas. Néstor Lorenzo terá tempo para refletir e, quem sabe, ajustar a estratégia para que o time cafetera não repita esse roteiro frustrador.
Fonte: Gazeta Esportiva
